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História Ilusória


 Capítulo 2 - Revelações (Parte II) 

 

 

Às 17h Ogirdor chegara na casa de Atikin, eles eram como irmãos e conversavam horas e horas, ela estava triste e ele sabia disso, estavam sentindo a mesma coisa: amor não correspondido.

– Niki, confesse, eu sei que você tá triste.

– Por que acha isso?

– Porque você ama aquele bocó, ele também te ama, mas os dois tem medo de não dar certo. Aí ele arranja uma namorada e você fica assim.

Ela fez cara de quem não gostou e retrucou.

– Eu não faço a mínima idéia do que você tá falando! E nem adianta dizer mais nada que você não fica pra traz não.

– Acabou de confessar...

– Chega desse papo! Eu vou tomar meu banho se não a gente se atrasa.

– Não pode fugir dos seus sentimentos Niki, e você sabe disso.

Ela o olhou, sabia que ele tinha razão mas apenas virou-se e foi tomar banho.

– Ela é tão cabeça dura! Os dois são...

– Eu ouvi isso Og! - veio a voz dela, em um tom bem alto, do corredor.

– Só estou dizendo a verdade...

Não se ouvia nada além do barulho da água batendo nas costas de Atikin e de Ogirdor vasculhando o quarto dela, até que ele encontrou o que procurava.

Estava escondida dentro de uma caixa junto com tantos outros objetos. Era uma caixinha de música onde Atikin guardava tudo em relação a ela e Nasijner, desde a infância até trabalharem juntos, havia guardado aquela caixa durante tanto tempo que até esquecera, era o que ela queria: esquecer...

Ao ouvir o som da caixinha de música, que ela mesma fez há muitos anos, Atikin se assustou, soube naquele momento que ela não podia fingir que nada aconteceu, terminou o banho e foi em direção à Ogirdor e sentou-se ao seu lado.

A caixinha trazia-lhe lembranças e a música que tocava ajudava muito nisso.

– É a sua música... Dos dois, não é?

– É... Quem sabe no dia que nós dois deixarmos de ter medo?

– Niki, não se culpe, vocês apenas não querem estragar uma amizade linda, eu não os culpo por isso, mas acho que deveriam tentar. O amor é feito de tentativas, você deve experimentar o novo e continuar com o velho. Não se esqueça do que vocês passaram juntos, nada pode apagar tudo que vocês são. Nada.

– Eu não tenho tanta certeza disso...

Atikin vestiu-se vagarosamente enquanto ouvia a música que tanto a fez chorar e agora a fazia lembrar de tudo e de nada.

– Vamos Og, está na hora.

– Claro, quem sabe hoje ele não deixa de ser um completo idiota e resolve assumir o que sente?! - disse ele num tom de revolta.

– Não fale e nem faça bobagens Og, por favor. - o tom era de repreensão.

– Não se preocupe Niki, você sabe que eu jamais faria algo para te prejudicar ou magoar.

– Sei sim, agora chega desse papo. Definitivamente.

A voz decisiva de Atikin assustou Ogirdor, ele nunca a vira tão certa de algo.



Escrito por Bu. -L illusioniste às 06:06 PM
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 Capítulo 2 - Revelações (Parte I) 

 

 

Alimak caminhava lentamente para sua cara, ainda atordoada pelo encontro com Ogirdor, o dia estava quente e o sol brilhava, mas ainda assim aquela fina chuva a fazia sentir arrepios. Os sentimentos antes escondidos voltaram à tona. O celular toca, ela olha quem está ligando e atende.

– Oi Renji.

– Oiii Ali!!!!

– Como vão as coisas, querido?

– Muito Bem! E com você?

– É... Vão bem...

– Não é bem isso que o seu tom de voz indica.

– Eu só tive um dia cansativo... Só isso...

Ele resmunga e faz cara de quem não acreditou.

– Ta bom então... Mas olho só, eu liguei pra te convidar para a comemoração do meu aniversário, vai ser no mesmo lugar de sempre, você vai, não vai?

Ela sorri, como se quisesse esquecer o que estava sentindo.

– Claro que vou, não perderia isso por nada.

– Bom então eu te busco às 18:30, certo?

– Não precisa, tenho que terminar algumas coisas aqui antes de ir e você precisa receber seus convidados. Não se incomode, eu vou sozinha, devo estar lá até as 19:30.

– Ok então. Te vejo lá, um beijo querida!

– Beijo Renji, e feliz aniversário... Amor.

– Obrigada meu bem! Até à noite.

– Até.

Alimak parou em frente à sua casa, procurou as chaves e quando as encontrou olhou para o céu. A chuva havia passado e um arco-íris se formado no céu.

– Que irônico, eu aqui me sentindo estranha e admirando um arco-íris.

As marcas de tristeza estavam claras em seu rosto e ela não entendia por que o encontro com Ogirdor a tinha feito sentir tudo aquilo, e nem entendia por que sua conversa com Nasijner pareceu tão falsa de ambos os lados.

Os elogios, palavras doces, tudo que eles falaram um para o outro durante todo o tempo que estão juntos parecia falso e sem sentido, ela ficava cada vez mais confusa, nunca tinha hesitado em chamar Nasijner de amor e desta vez hesitou.

Finalmente colocou a chave na fechadura, abriu a porta lentamente e entrou com passos largos em direção ao quarto. Assim que lá chegou abriu o armário e retirou a ultima gaveta, procurou uma pequena caixa rosa que ela guardava com todo cuidado, ao encontrá-la abriu-a e retirou um papel desgastado de lá.

“A vida nunca mais será a mesma sem ti, espero que um dia possa me perdoar. Nunca te esquecerei Ka, e nem deixarei de te amar, nunca.

De quem te ama eternamente.

Og”.

Ela guardou aquele papel durante anos cuidadosamente, quis rasgá-lo várias vezes, neste dia como em todos os outros não conseguiu.

Apesar de estar com ele em mãos não era este o papel que ela procurava, o outro era mais novo, estava menos gasto e tinham apenas alguns números.

“0962-2973”

Ela recebera este papel a pouco mais de 6 meses, a mãe de Ogirdor deu-a pios ele precisava de sua ajuda, mas ela se negou a ligar e dizer que o perdoava, mesmo sabendo que isso poderia custar a vida do rapaz. Felizmente ele tem amigos, e estes o fizeram abrir os olhos para a besteira que queria fazer.

Guardara o papel na esperança de um dia ter a coragem de dizê-lo o que sentia, mas jamais o fizera. Ao retirá-lo uma foto veio junto- estavam ela e Ogirdor de mãos dadas e abraçados; ao lado deles Atikin e Nasijner que distraídos olhavam para o céu- , ela virou e leu.

“O dia mais feliz de minha vida”

– Seguido do mais triste de toda ela, gozado não?!

Aquela foto a fazia lembrar de quando eles eram namorados e de seus momentos juntos, eles eram felizes, se amavam, mas tudo que aconteceu entre eles não foi o suficiente para ela suportar aquela cena.

– Ele estava com uma qualquer, conheceu-a na noite anterior...

As lágrimas correram lentamente seu rosto, este ficava cada vez mais vermelho e inchado.

– Chega de lamentos Alimak! Hora de perdoá-lo e esquecer que tudo isso aconteceu!

Secou em seu terninho a foto, que molhara com as lágrimas que tomaram conta de si, e guardou-a novamente na pequena caixa rosa, fazendo o processo inverso ao que fizera para pega-la.

Tinha um papel e um celular em mãos; Mais uma vez não conseguiu discar aqueles números.



Escrito por Bu. -L illusioniste às 09:27 PM
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 Continuação - Parte II (Reencontros) 

 

 

Atikin chega em casa e procura sua agenda de telefones, agora ela procura o nome de alguém, na letra O.

– Og?

Com uma voz tristonha o rapaz do outro lado da linha responde.

– Sim...

Um estranho pressentimento acomete Atikin e ela se desespera.

– Og, o que houve?

Ele reconhece a voz de sua amiga e responde, agora chorando.

– Eu a encontrei Niki... E ela ainda não me perdoou.

– Og, depois de todos estes anos você encontrou a Ali?

– Sim...

Ele conta a Atikin o que houve.

– Ah Og... Não fique assim... Chegou hoje de Vitória depois de 3 anos e já chega se entristecendo? Nada disso! Olha só, o Renji vai comemorar o aniversário na Central do Caranguejo hoje de noite, se você quiser ir ele vai ficar feliz de te ver... Só que provavelmente a Ali vai estar lá. Ela e o Renji estão namorando há 1 ano...

– E você convive com isso normalmente?

Um pequeno silêncio toma conta da linha.

– Ele a escolheu, não há nada que eu possa fazer. Além disso, eu quero apenas o melhor para o Renji, se ele acha que o melhor é a Ali, quem sou eu para discordar?

– Eu te conheço sei que não se sente bem com essa situação.

– Nada posso fazer Og, apenas me conformar, e a nossa ligação é maior do que qualquer coisa, assim como meu amor por ele.

– Somos amigos desde a adolescência Niki, acha mesmo que eu acredito que você não esteja querendo que esse namoro acabe logo?... Por mim e por você...

– Querer eu quero, mas não faço e nem farei nada para que isso aconteça. E chega desse papo!

– Está bem... A que horas você me encontra?

– Passa aqui em casa às 18h.

– Estarei aí às 17h.

– Está certo, aí a gente coloca a conversa em dia. Saudades de você amigão!

– Idem Niki. Beijinhos... Te vejo às 17h.

– Beijooooo!

Desligam o telefone. O rosto de Atikin está molhado, mas ainda assim ela não deixou transparecer em sua voz a imensa tristeza que sentia.



Escrito por Bu. -L illusioniste às 05:51 PM
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Mudança


A partir de hoje passarei a postar em novo endereço.


Todo tipo de coisas será postado no just that


Este aqui será exclusivamente para a história


(que continua sem nome...)


Thank's


(se é que alguém vai ler isso... xDD)


=*



Escrito por Bu. -L illusioniste às 05:04 PM
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 Capítulo 1 - Parte II (Reencontros) 

 

 

Não muito longe dali, nesta mesma hora Alimak reencontrava Ogirdor. Este é um rapaz de 20 anos baixo, aproximadamente 1,66m, serve o exército brasileiro há 2 anos, tem cabelo negro e ondulado, olhos verdes, seu queixo é alongado com uma covinha bastante aparente e pele branca. Já Alimak é uma advogada famosa, tem 23 anos, 1,65m, um longo cabelo louro e liso, olhos azuis, lábios finos, um rosto triangular raro e pele branca.

Alimak está saindo de seu escritório com muitos papéis na mão, ela esbarra em Ogirdor e seus papéis caem no chão.

– Me desculpe senhorita.

Ela olha para o rapaz corpulento com farda do exército que está na sua frente.

– Tudo bem, eu não estava olhando para onde ia.

Ele ainda não tinha olhado para a mulher em que ele acabara de esbarrar, mas ao vê-la teve a impressão de que já a conhecia.

– Eu não te conheço de algum lugar?

Alimak volta a pousar seus olhos sobre Ogirdor, fita-o demoradamente tentando reconhecê-lo, tentativa inútil.

– Acho difícil, a não ser que já tenha sido meu cliente alguma vez.

– Creio que não doutora, nunca precisei de advogados.

Ela olha-o com cara de espanto. Ele repara em seu olhar.

– Tem escrito em seu terno: “Escritório de Advocacia Alimak”

Ela pousa o olhar sobre o terninho preto que usava e encontra as palavras. Nada diz.

– Ainda estou com a impressão de que a conheço.

– Deve estar me confundindo com alguém.

– Alimak!?...... Ela é a dona deste escritório?

Ela não reparou na “ela” que ele disse e o respondeu com toda naturalidade do mundo.

– Sim eu sou.

Com um sorriso no rosto ele reconheceu sua antiga namorada, de quando ele tinha apenas 13 anos, lhe lançou um olhar apaixonado.

– Eu sabia que te conhecia!

Alimak espantou-se com o que ele disse, ela não conseguia lembrar-se daquele garoto baixo e corpulento.

– Hein?!

O sorriso desapareceu do rosto de Ogirdor, ele decepcionou-se por ela não ter lembrado dele.

– Não lembra de mim Ka?

Ka?...Apenas uma pessoa no mundo me chamou assim algum dia...-pensou Alimak.

– Ogirdor?

Quando ele ouviu seu nome no sussurro de Alimak voltou a sorrir.

– Eu sabia que lembraria!

– Como me esqueceria da pessoa a qual eu mais odiei no mundo!?

Ogirdor não esperava essa resposta, mas ele se lembrava bem do dia 10 de Setembro de 2089 e entendeu o porquê dela. Apesar de Alimak ter sido a pessoa que ele mais amou no mundo a natureza dele tinha feito ela chorar um dia. Eles iam fazer um ano de namoro e ela resolveu fazer uma surpresa naquela manhã.

Ogirdor tinha saído na noite passada com uns amigos, se divertiu muito e até trouxe diversão pra casa... Ele havia passado a noite com uma garota que conheceu na noitada. Ninguém sabia disso. Alimak chegou na casa de Ogirdor e disse a mãe dele que queria fazer uma surpresa, afinal eles faziam 1 ano de namoro. Ela a permitiu entrar e disse para ficar à vontade, não sabia que o filho estava acompanhado. Quando Alimak entrou no quarto viu Ogirdor dormindo e uma garota ao seu lado, olhou fixamente para a cena, assustada não conseguia fazer nada. Ele acordou, olhou para frente, para a garota ao seu lado e levantou-se, nu.

– Ka, eu posso explicar!

Enquanto Ogirdor se vestia as lágrimas corriam no rosto de Alimak.

– Não tem o que explicar...

No mesmo instante ele ficou cabisbaixo e seus olhos também se encheram de lágrimas.

– Ka... Me perdoe... Eu... Eu...

– Eu nunca mais quero te ver... – sua voz foi aumentando até que se tornou um grito sufocado de tristeza – Nunca, entendeu? NUNCA!

Ela se virou e correu em direção à porta, ele tentou impedi-la, mas não conseguiu. Depois desse dia ele jamais vira Alimak novamente, até esse dia. Anos haviam se passado e lá estavam eles novamente cara a cara.

– Ka eu...

Ela o impediu de terminar a frase.

– Não precisa se explicar, já faz 6 anos, não me importa mais.

Terminaram de recolher os papéis, ela se levantou, o olhou nos olhos, virou-se e caminhou, virando de costas para ele.

– Ka...

– Adeus.



Escrito por Morgana das Fadas às 05:54 PM
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 Continuação - Parte I (Os Fatos) 

 

 

Como ele pode estar tão feliz se ainda não descobrimos um jeito de colocar no mínimo 600 pessoas dentro de uma nave e mandá-las para a Nova Terra?, A não ser que... - pensou Atikin.

– Atikin, Atikin! Onde você tá Niki? - passou os olhos pela sala procurando-a.

– Eu estou aqui Renji...

– Vamos comemorar!

– Você conseguiu?

Nasijner afirmou balançando a cabeça. A expressão do rosto de Atikin mudou no mesmo instante, ela deu um enorme sorriso radiante, correu em direção a Nasijner e o abraçou.

– Estou feliz por você ter conseguido Renji!, à propósito, feliz aniversário! – Ainda o abraçando.

Ao ouvir as palavras de Atikin, Nasijner olhou-a e deu um largo sorriso.

– Você lembrou!...

Ela o olhou profundamente e fez cara de intrigada.

– Eu te conheço a, no mínimo, 15 anos Renji, Como poderia não lembrar? E, além disso, sei o quanto você esteve esperando que alguém o dissesse isso! - Sorriu.

Ele a olhou assustado e afastou-se um pouco.

– Eu juro que me assusto todas as vezes que você sabe o que eu preciso...

Atikin olhou-o com uma cara de surpresa.

– E eu não quando você faz o mesmo?

Novamente eles sorriram. Encaminharam-se para a saída do laboratório que ia dar em um antigo bar. No caminho eles discutiram sobre o projeto. Assim que chegaram na saída Atikin deu um pulo, um largo sorriso e disse:

– Vamos sair para comemorar! E em dobro Renji!

Ele a olhou com ternura e após um sorriso simpático disse:

– Como vai ser?

– Chama uns amigos seus e eu chamo uns nossos... - Os dois riram.

Nasijner ficou extremamente empolgado.

– Onde?

– Você é o aniversariante, você escolhe.

– Central do Caranguejo, o ponto de encontro da nossa galera!

Com voz de deboche Atikin deu uma risadinha cínica e disse:

– E a que horas ó mestre? - As gargalhadas de ambos, a muito escondidas pela preocupação com o projeto, tomaram conta do ambiente.

– Às 19h está bom?

– Perfeito! Nos encontramos lá à noite!

– Até lá então!

Abraçaram-se e seguiram ambos para suas casas.



Escrito por Morgana das Fadas às 06:54 PM
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 Capítulo 1 - Parte I   (Os fatos)

 

20 de Setembro de 2000 - o jornal anuncia um atentado às Torres Gêmeas no USA, após alguns minutos acontece um segundo atentado. A guerra se inicia.

20 de Setembro de 2050 - atentados às novas Torres Gêmeas, rebeldes pedem a retirada das tropas estadunidenses do Iraque ou os ataques não cessarão.

20 de Setembro de 2084 - a guerra no Iraque não tem fim, esta se espalha por parte da Ásia e Europa. Inicia-se a 4ª Guerra Mundial

20 de Setembro de 2089 - os governos da América do Sul, África, Japão, China e Índia se unem e formam a AINM (Aliança Internacional do Novo Mundo) para fazer pesquisas. Cientistas constatam que a Terra está próxima de seu fim, a guerra está acabando com ela. Iniciam-se pesquisas no Universo, à procura de um planeta habitável para os terráqueos.

20 de Setembro de 2092 - a 4ª Guerra Mundial se torna mais agressiva. Os cientistas da AINM descobrem um planeta na mesma elipse da Terra, mas afastado desta, eles o chamam de Nova Terra e o mantém em segredo do resto do mundo. Inicia-se uma nova pesquisa: Naves espaciais de grande carga.

 

 

Base secreta da AINM em Ilhéus - BA, 1 de Outubro de 2095.

Uma cientista brasileira trabalha na pesquisa de naves espaciais. Ela tem aproximadamente 1,70m, estava próxima à janela, seus olhos castanhos reluziam atraz dos óculos retangulares que a deixavam com um aspecto de mais inteligente, bela e faziam contraste com rosto oval e muito expressivo. Atikin era seu nome, uma mulher jovem, apenas 21 anos, inteligente e sagaz. Quando criança já se mostrava um gênio e por sua genialidade entrou na faculdade com apenas 15 anos. Ela cursava o Ensino Médio pela manhã, ia para a faculdade e cursava um período duplo de Física, o 1º período à tarde e o 2º à noite, se formou em 2 anos e depois cursou Física Quântica e Engenharia em outros 3 anos, era a melhor aluna de todas as suas classes e chegou a ser eleita a melhor de toda a escola e faculdade. Alguns de seus amigos a chamam de Niki (deusa da inteligência e da sabedoria – o último na verdade eram 2, Niki e Renji – de uma cultura da época), pois ela sempre tinha resposta pra tudo. Desta vez ela não entendia o por que de ela não conseguir terminar o desenvolvimento da nave, quanto mais ela pensava mais confusa ficava. A base era subaquática, ficava abaixo da Ponte do Pontal e ela sempre amou aquele lugar, mas agora ele parecia o fim do mundo. Sua sala era dividia em duas partes, o laboratório e o escritório, ambos com paredes azuis. Em frente a sua mesa no escritório tinham janelas de vidro reforçado que a permitiam ver os peixes e o mar, ela estava os observando há horas. Havia muitos papéis em sua mesa, pesquisas, planilhas, plantas gráficas, desenhos e projetos da nave. Observava o mar até que passos vindos do corredor quebraram o imenso silêncio da sala e abruptamente entraram nela.

Nasijner é um dos cientistas que trabalha no projeto, ela o conhecia desde criança, é uma pessoa alegre e divertida, mas nunca o tinha visto tão eufórico. Ele é alto, aproximadamente 1,85m, seu cabelo castanho claro e liso a encantavam ainda mais que seus olhos cor-de-mel que se destacavam em seu rosto redondo. Nasijner tem a mesma idade de Atikin e possuía igual inteligência e sagacidade, é chamado por seus amigos de Renji (deus do companheirismo e da sabedoria juntamente com Niki), cursaram juntos todas as faculdades, além de eles terem estudado juntos durante todo o Ensino Fundamental e parte do Ensino Médio. Tinham uma ligação muito forte, um sempre sabia o que o outro ia falar, como pensava e como se sentia, eles se completavam. Desta vez Atikin não conseguiu entender o que se passava com Nasijner. Ele entrou em sua sala radiante, sorrindo e pulando, chamando Atikin alegremente.



Escrito por Morgana das Fadas às 08:09 PM
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 Dados:

 

·         O casamento entre irmãos ou meio-irmãos era comum no Antigo Egito entre membros da família real.

·         O piolho era uma praga no Antigo Egito, por isso as pessoas normalmente raspavam a cabeça e usavam peruca, de cabelos naturais ou de fios de linho.

·         Farani é o feminino de faraó

·         Hatchepsut existiu, como dito no texto ela foi farani da XVIII Dinastia do Egito Antigo.

·         Senemut foi realmente seu pajem e vizir real.

·         O fato de eles serem amantes é uma especulação, não é provado, apenas existem algumas coisas que levam a crer que foram.

·         Fonte: Winkipédia.



Escrito por Morgana das Fadas às 08:42 PM
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 Prólogo - Parte III 

Eu o olhei assustada ao mesmo tempo em que contemplei suas palavras, foi aí que eu me dei conta que estava fazendo 17 anos no mesmo dia em que tornaria oficialmente farani, o 5º faraó da XVIII Dinastia que na verdade era uma farani. O medo tomou conta de mim.

– Nemut, o que eu farei? , eu não sei governar, como serei farani?

– Não fiques com medo Hat, te conheço desde que és uma criança, conheço sua força e determinação, e sei que serás uma ótima farani... Você fará história, acredite!

As lágrimas correram em meu rosto, mas não por estar assustada, naquele momento eu chorava por que eu descobri que o amava, e me veio à cabeça o que eu faria, eu desejava que aquele homem fosse apenas meu, desejava que ele também me amasse e ansiava pelo momento no qual ele me tomaria em seus braços.

Senemut abraçou-me e me afagou os cabelos de modo carinhoso.

– Não chores Hat, eu estarei sempre aqui com você.

Eu, antes com a cabeça abaixada, aos poucos a levantei e fitei ternamente os olhos cor-de-mel de Senemut.

– Prometes?

– Sempre.

Senemut olhou profundamente nos meus olhos castanhos e houve um silêncio. Ele aproximou-se de meu rosto e beijou-me de uma forma amorosa.

Eu me lembro que me assustei com a atitude dele, mas ao mesmo tempo eu o admirei por ter a coragem de fazê-lo, e após nos beijarmos de uma forma a qual eu nunca havia experimentado seguimos para a cerimônia, não juntos, a partir daquele momento nos tornamos eternos amantes e juramos que nunca nos separaríamos, mesmo depois da morte.

Cada dia de minha vida eu passei como a gloriosa farani Hatchepsut, um período de paz. Eu e Senemut trabalhávamos juntos durante o dia e dormíamos juntos durante a noite.

Morri com 37 anos e fui enterrada próxima a um templo construído por Senemut. Após 3 anos ele morreu e foi enterrado próximo ao meu túmulo. Tutmés III subiu ao trono.

No século IV d.C. reencarnamos como irmãos, éramos Morgana e Artur no período medieval... Séculos depois vivemos nosso amor novamente na China, durante a dinastia Ming. Durante séculos fomos renascendo e revivendo nosso amor, no Japão, na Índia, na África, Austrália, Suíça, França, Inglaterra, Grécia, Espanha, Portugal e finalmente no Brasil.



Escrito por Morgana das Fadas às 08:41 PM
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 Prólogo - Parte II 

 

No segundo ano de minha regência decidi alterar o meu estatuto (de "Grande Esposa Real" de Tutmés II) fazendo-me coroar como farani, recebendo o apoio de altos funcionários, como o intendente-geral, arquiteto e meu ex-pajem Senemut, o vizir Ahmés, o escriba real Senemiah e sumo sacerdote de Amon Hapuseneb. Assumi todos os atributos e prerrogativas dos faraós, como o uso da barba postiça e de uma titulatura. Recorri ao seguinte relato para me tornar farani: minha mãe, Ahmose, encontrava-se no palácio real. O deus Amon-Rá observou-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide-se que chegou a hora de gerar um novo faraó. O deus tomou a aparência de meu pai, Tutmés I, encontrando minha mãe no quarto, adormecida. Ela acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, minha mãe caiu aos prantos de emoção pela grandiosidade do Deus. Eles unem-se sexualmente e depois a informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.

No dia 8 de Outubro de 1477 a.C. eu estava me preparando para a cerimônia na qual eu me tornaria farani enquanto Senemut dirigia-se aos meus aposentos, com um traje parecido com o que ele usou no meu casamento, uma saia branca mas agora não com detalhes dourados, tinha um cinto de ouro preso à sua cintura, desta vez ele estava sem peruca, usava apenas um tipo de turbante branco com um broche de ouro. Eu usava um vestido mais curto que da última vez, porém muito mais adornado, ele tinha fios de ouro e prata, usava um cinto de ouro adornado com safiras, minha coroa não era a mesma, passei a usar a coroa de faraó, que era na verdade um longo turbante branco e dourado com algumas pedras preciosas em sua extensão, e usava a dita barba falsa, que não passava de um adorno de pano branco com uma ponta de ouro que os faraós usavam no queixo.

Ele entrou nos meus aposentos pouco depois de eu terminar de me arrumar.

Surpresa ao vê-lo exclamei seu some para ter certeza.

– Senemut?!

Senemut olhou-a fixamente durante alguns segundos, contemplando-a com os olhos.

– Hoje você se tornará a nossa farani Hat.

No mesmo momento pensei: Hat?, não me chama assim há anos, é como ele me chamava quando era meu pajem, mas por que ele voltou a me chamar assim?

E é um grande passo, não é Nemut?

Senemut fitou-me dos pés à cabeça.

– Sim é...

– Está feliz por mim?

– Muito você finalmente tomou o lugar que era seu por direito.

Dei-lhe um largo sorriso.

– Espero contar com você Nemut, como meu vizir real.

– Estarei ao seu lado minha senhora.

Senemut voltou a me fitar completamente e um súbito silêncio tomou conta da atmosfera.

– Está se tornando uma bela mulher Hat.



Escrito por Morgana das Fadas às 08:40 PM
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Bom, a partir de hoje eu começo a colocar uma parte da história, que escrevo quando não tenho mais o que fazer, sempre que der......

Ela ainda não tem nome, portanto vou só colocar o que já escrevi, vou começar colocando a primeira página do Prólogo.

 

Prólogo - Parte I

A nossa história começou enquanto a Terra era formada, éramos apenas um no início, mas um dia fomos separados para podermos cumprir nossas missões... Cada um foi para um lado do mundo, eu vivi primeiramente na América do Sul, ele na Europa... Depois renasci na Ásia e ele na América do Norte, assim durante séculos nós renascemos em lugares diferentes e distantes e nossas missões não se cruzaram, nós apenas sentíamos que nos faltava algo, que uma parte de nós estava distante.

Ainda me lembro da primeira vez em que nossas missões se cruzaram... Ele era Senemut, o Pajem da Mulher e Deus, essa era eu, Hatchepsut, filha do faraó Tutmés I e de sua esposa Ahmose da XVIII Dinastia egípcia, ele me ensinou e cuidou de mim até que meu pai morreu e eu me casei com meu meio-irmão Tutmés II, eu era jovem ainda, tinha mais ou menos uns 12 anos.

No dia de meu casamento eu senti falta dele, pois eu tinha que me portar como rainha e não podíamos conversar como costumávamos fazer durante horas e horas, eu me sentia sozinha quando Senemut não estava por perto, e de algum modo me sentia eternamente ligada a ele, mas houve um pequeno momento em que conseguimos nos falar. Ele vestia uma indumentária cerimonial branca com detalhes dourados, tinha em sua cabeça uma peruca muito bela, que era típica de cerimônias, negra, feita de cabelos virgens e sem pragas. Eu estava usando um vestido luxuoso, longo, branco com fios de ouro, com um tecido dourado em torno de minha cintura e usava uma coroa de ouro que circulava minha cabeça, ela era formada por vários fios, e na ponta de cada um deles estavam estrelas esculpidas em safiras. Conversamos um pouco, sobre os deveres de uma mulher, como meu Pajem ele deveria me instruir de todos os modos, eu entendi o que ele queria me dizer rapidamente, minha mãe já havia me dito minutos antes... Foi algo rápido, mas sutil e incrivelmente mágico.

Depois de 3 anos como faraó meu irmão e esposo Tutmés II morreu. Não tive nenhum filho homem, a única filha que tive com Tutmés foi Neferuré, assim antes de morrer ele nomeou seu filho Tutmés III como herdeiro, este era filho de Tutmés II com Iset, uma concubina. Como Tutmés III era muito jovem eu fui a tutora de seu reinado, mas não por muito tempo.



Escrito por Morgana das Fadas às 08:53 PM
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